terça-feira, 25 de novembro de 2008

Mapeamento, uma ferramenta contra a exploração sexual infantil

A Aliança Save the Children, em colaboração com diversas instituições governamentais e organizações vinculadas à luta pelos direitos da criança, realizou uma série de oficinas na Costa Rica, Nicarágua e Honduras com a finalidade de desenvolver processos de mapeamento do fluxo migratório e social vinculados ao tráfico e à exploração de crianças em cada destes países.

Como conseqüência imediata deste esforço, consegui-se identificar as principais causas que permitem e fomentam estes delitos. Uma vez alcançado este objetivo, as autoridades terão mais facilidade para tomar as providências adequadas.

Chama a atenção que, nos países analisados, o desenvolvimento econômico produzido especialmente a partir do auge do turismo não sirva de incentivo a medidas que protejam a infância.

Nicarágua

Os fatores associados à ESCNNA( Exploração Sexual Comercial de Crianças e Adolescentes)na Nicarágua são similares aos do resto da região: pobreza, desinformação, desintegração familiar, legislação inadequada e o auge do turismo. No entanto, a realidade nicaragüense está marcada pela pobreza que afeta a maior parte da população, que recorre a atividades ilícitas para conseguir dinheiro.

Um dos principais problemas é que a Nicarágua é uma porta para chegar de maneira ilegal aos Estados Unidos. Esta circunstância torna ainda mais difícil o controle das fronteiras do país pelas autoridades.


Tráfico de pessoas

Por definição, sabe-se que as rotas para o tráfico de mulheres, crianças e adolescentes devem ser consideradas como espaços de interconexão do crime organizado, que também envolvem diferentes atores institucionais.

Na Nicarágua, as autoridades identificaram muitas rotas internas de risco, além daquelas que servem para os ilegais entrarem nos Estados Unidos. Também foram encontrados pontos cegos, tanto na fronteira norte como na sul. Sabe-se que cada ponto cego permite o ingresso e a saída de mil pessoas por semana.

Nenhum comentário: