terça-feira, 25 de novembro de 2008

Aumenta a prostituição infantil no México

03 de março, 2001 - Publicado às 21h58 GMT
Maria Elena Navas, México

A prostituição infantil e outras formas de exploração sexual de crianças "são um problema que surgiu na pauta de discussões nacional do Méxicode uma maneira muito dolorosa e brusca nos últimos anos".

A afirmação é do doutor Carlos Rodriguez Ajenjo, subdiretor do Sistema Nacional para o Desenvolvimento Integral da Família (DIF) , um órgão do governo.

Um novo relatório deixa claro a gravidade da situação. Ele indica que só em nove meses foram identificados 16 mil casos no México.

O estudo foi feito pelo DIF em parceria com a Unicef (orgão da ONU para a infância) e a Universidade da Pennsylvania, nos EUA

Lucro bilionário/Tráfico de pessoas

"Esta investigação nos dá uma idéia do problema, mas também não deixa clara muita coisa sobre as redes de tráfico de menores, os mecanismos de recrutamento das crianças, como elas são mantidas prisioneiros e também sobre as variantes na área do comércio sexual", diz Rodriguez.

O relatório indica que os lucros com o tráfico ilegal de menores para o comércio sexual em todo o mundo podem ser de cerca de US$ 7 bi por ano.

Tratamento e prevenção

"Em segundo lugar, também foram registrados muitos casos nas cidade com portos importantes, praias e estâncias turisticas, e a seguir, em terceiro lugar, registramos muitos casos nas grandes cidades mexicanas".

O doutor Rodriguez, por sua vez, explica que este relatório é importante porque indica claramente onde o governo mexicano deve atuar para prevenir o fenômeno, impedir que ele prossiga e também punir os responsáveis.

"O principal objetivo é evitar que meninos e meninas entrem nesse submundo. podemos influeciá-los, atuando junto às famílias, protegendo as crianças com risco de abandono ou abuso sexual", explica o subdiretor do DIF.

Ainda segundo Rodriguez, o relatório também fornece informações básicas para traçar uma estratégia de reabilitação para essas crianças, que muitas vezes ficam traumatizadas depois de anos de exploração.

Nenhum comentário: